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lindos(as) este blog é apenas uma forma de nós (adolescentes, futuros Homens e Mulheres de amanhã) expressarmos tudo o que nos vai na alma , tudo quanto é próprio desta idade de amores e desamores,boa vida e preocupações, atinos e desatinos, escolhas faceis e outras que nos ultrapassam.
Vamos gozar a vida Dolls, saber vivê-la! :)
Um beijinho enorme*

domingo, 15 de agosto de 2010

Ficção II

"Estou no Hotel e nem sei por onde começar a minha viagem pela cidade, sei que tenho trabalho por fazer que foi o que no fundo me trouxe aqui, mas deixo o trabalho para mais tarde e começo a pensar num roteiro de momentos para relembrar.


O Hotel é o mesmo onde eu havia ficado anos atrás e as recordações começam a suceder-se, um beijo, um aperto de mãos, um abraço, uma tarde de estudo.


Decidi esquecer tudo por uns instantes e focar-me no trabalho, tinha vários museus para visitar e varias negociações a fazer, precisava da minha cabeça completamente “livre”. A tarde passou-se em museus, ou devo dizer o resto da tarde pois a sua primeira parte havia sido passada em cima duma cama de hotel a tentar abstrair-me de tudo e mais alguma coisa. Já de noite optei por ficar em casa, liguei para o Henrique e disse-lhe que estava tudo bem, mas na verdade não estava, sentia-me tão triste, tão absorvida por todo este ambiente que outrora foi maravilhoso e que agora é triste e melancólico.


Já era dia, eu estava deitada no sofá do quarto de hotel, acho que adormecera ali mas não consigo lembrar-me ao certo. Decidi levantar-me e ir tomar o pequeno-almoço. O trabalho era demasiado para ficar ali deitada no sofá à espera que as coisas se realizassem por si! Fui então à procura dos melhores quadros dos museus fantásticos de Amesterdão. Como eu adorava aquela cidade… acho que na verdade nunca me tinha esquecido da sensação apaziguadora que aquele local me transmitia. Passei um dia cansativo, porém deveras satisfatório. Todavia, ainda não havia encontrado o que desejava: a arte que deslumbrara era bela, mas não me tinha convencido o suficiente. Ao longo dos últimos anos, apercebera-me do quanto eu era difícil de conquistar, do quanto era perfeccionista tanto em relação a mim como aos outros. Com a arte também se passava o mesmo, não é que as coisas não fossem suficientemente boas, mas eu queria sempre o melhor, sempre o melhor. O meu maior problema foi comparar a arte à vida e à auto-realização e por isso é que ainda hoje não sinto que seja plenamente feliz.


Estava a anoitecer e, desta forma, decidi voltar ao Hotel. O Hotel ficava a cerca de 5 minutos de onde eu me encontrava, porém a minha vontade era fazer outra trajectória, uma a que estava bem habituada nos tempos de faculdade. E assim o fiz...


O meu objectivo era passar pela Faculdade de Artes o que, tendo em conta a localização do Hotel, iria custar-me uns largos 15 minutos de caminhada a pé.


Porventura essa caminhada poderia libertar-me de algumas tristezas e contemplar-me com algumas boas memórias que aquele lugar fazia recordar. Quando avistei mais de perto a Faculdade, senti uma leve brisa ainda quente, frequente naquelas noites de Verão. E, contrariando o que tinha descrito neste dia um pouco mais cedo, considerei-me realizada. Senti-me assim porque, ao contrário de muitas pessoas, havia vivido um grande amor e sabia que tinha concentrado naquele fragmento da minha vida que se substanciou em 5 anos os melhores momentos da mesma.


Agora que estava novamente naquela que considerava a minha casa, no lugar a que eu efectivamente pertencia, bastavam uns pequenos passos para chegar até ele. Os passos mais longos e complexos estavam dados, leitores, eu sabia-o."

Excerto do texto produzido em conjunto com blog das Letras, ao qual chamamos "Pequenos passos até ti"































1 comentário:

  1. O nosso texto... Talvez um dia mais tarde venhamos a escrever um outro com mais sucesso do que este. Mas sabes o que penso? Este foi um bom "ensaio". Ao contrário do que à partida poderíamos pensar, o que escrevemos não foi em vão, pode não ter "servido" para as outras pessoas, mas serviu certamente para nós. Foi um ponto de partida. Pelo menos eu ainda não tinha feito nada deste género. Temos de ser persistentes, já começamos por algum lado :)

    ADORO-TE MINHA LINDA

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