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lindos(as) este blog é apenas uma forma de nós (adolescentes, futuros Homens e Mulheres de amanhã) expressarmos tudo o que nos vai na alma , tudo quanto é próprio desta idade de amores e desamores,boa vida e preocupações, atinos e desatinos, escolhas faceis e outras que nos ultrapassam.
Vamos gozar a vida Dolls, saber vivê-la! :)
Um beijinho enorme*

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ficção III

"Ainda hoje sinto a sua falta, talvez hoje mais do que nunca, agora que poderíamos estar a viver todas estas aventuras juntas, poderíamos passear por Amesterdão, desfrutar a beleza imensa desta cidade maravilhosa e, acima de tudo, poderia contar-lhe, a ela minha eterna confidente, o quão apaixonada me estava a sentir, o quão deslumbrada por todo este sentimento eu estava, poderia dizer-lhe que Eduard era o homem mais bonito que algum dia havia visto e que o nosso único contacto físico, aquele beijo, quase me levou ao céu, se é que ele existe. Quando lá cheguei, guiada por aquele beijo, quase te toquei Matilde, quase te pude sentir. Sabes, isto as vezes acontece, estou na rua, num jardim, em qualquer lugar que seja, e por momentos sinto que quase nos tocamos, que estamos no mesmo lugar exactamente à mesma hora. Chamem-lhe espiritualidade, o que quiserem. Mas não chega, não chega apenas um vestígio de ti e agora que isso me vem à ideia, nunca me chegaria também apenas um vestígio de Eduard. E a verdade é que me contentei não com uma ausência por “causas maiores” mas sim com uma ausência provocada por nós mesmos. Aceitei vir embora, deixar a cidade, deixa-lo a ele no auge do nosso amor. Não queria deixar tudo aquilo mas a obrigação falou mais alto, fui cobarde e agora lido diariamente com as consequências, uma saudade imensa que só melhora quando me lembro novamente dos momentos vividos com ele. Aceitei deixar aquele amor, por outro a que estava prometida. E a verdade é que vou sendo feliz, vou sendo, entendem? Aproveito para vos dizer que ninguém nunca se deverá contentar com uma felicidade que nos obrigam a construir, a nossa felicidade é o nosso caminho, aquele que “até um dia” iremos percorrer e que só será percorrido por nós, portanto, cabe-nos a nós mesmos delineá-la gozando de livre arbítrio. Com o tempo fui aprendendo que era isto que deveria ter feito. A Matilde conheceu o Henrique, nunca conheceu o Eduard, penso então que era assim que ela gostaria que fosse e vou compensando dia após dia com este pensamento. "

1 comentário:

  1. Claro que temos, amor :)

    «Não chega apenas um vestígio de ti e agora que isso me vem à ideia, nunca me chegaria também apenas um vestígio de Eduard. E a verdade é que me contentei não com uma ausência por “causas maiores” mas sim com uma ausência provocada por nós mesmos.»

    Adoro esta parte. Já te disse que escreves mesmo bem? Se não disse é uma falha minha enorme. Adoro-te minha linda

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